O que é o GAD
O GAD (Get Agentic Done) é um sistema de "agentes que criam agentes". Em vez de configurar manualmente cada sub-agente, cada tool e cada supervisor, você descreve em linguagem natural o que precisa — e o GAD cria toda a estrutura agêntica para você.
Na prática: você conversa com o GAD explicando o que o seu atendimento precisa fazer, e ele constrói os componentes automaticamente na plataforma.
Você acessa pela tela de agentes.

O que o GAD cria
O GAD produz três tipos de componentes:
| Componente | O que é | Exemplo |
|---|---|---|
| Tools | Ferramentas que chamam APIs externas | Tool que consulta status de pedido via GET |
| Sub-agentes | Especialistas com prompt, tools e lógica | Agente de rastreamento de pedidos |
| Supervisor | Orquestrador que roteia e formata respostas | Supervisor com tom amigável e informal |
Ao final do processo, você tem um fluxo agêntico completo e funcional — pronto para testar.
Como funciona o processo
O GAD opera em fases sequenciais e automáticas:
Fase 1 — Levantamento de requisitos
O GAD conduz uma conversa com você para entender:
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Quais APIs o fluxo precisa acessar (endpoints, métodos, headers, parâmetros)
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Quais cenários o agente precisa tratar (sucesso, erro, exceções)
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Qual o tom de voz do atendimento
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Quando escalar para humano
OBS: nessa etapa você não deve passas API tokens etc, passe nomes genéricos como TOKEN_API_KEY e depois vá nas tools e coloque os valores corretos.
Ao final, o GAD gera uma especificação (spec) — um documento estruturado com tudo que será criado (normalmente ela nem expõe isso a você).
Fase 2 — Criação das tools
Com base na spec, o GAD cria automaticamente as tools (nosso sistema de ferramentas). Cada tool é configurada com a URL, método, headers e parâmetros que você informou.
Fase 3 — Criação dos agentes e supervisor
O GAD cria os sub-agentes com seus prompts, vincula as tools criadas, e monta o supervisor que vai orquestrar o fluxo.
Dois modos de uso
Criar do zero — Você descreve o que precisa e o GAD levanta os requisitos conversando com você. Use quando não tem um fluxo existente.
Migrar um fluxo Eddie/Typebot — Você cola o JSON de um fluxo Eddie existente, e o GAD analisa a estrutura (webhooks viram tools, condicionais viram cenários, mensagens viram tom de voz) e converte para a arquitetura agêntica (se precisar de mais informação, vai te pedir no chat). Use quando quer modernizar um fluxo que já existe.
O que você precisa fornecer
Para criar um fluxo do zero, tenha em mãos:
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Dados das APIs — URL do endpoint, método HTTP (GET/POST), headers de autenticação, parâmetros de entrada e quais campos da resposta importam
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Cenários de atendimento — o que o agente faz em cada situação (pedido encontrado, pedido em atraso, dados inválidos, etc.)
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Regras de escalação — quando o atendimento deve ser transferido para um humano
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Tom de voz — como o supervisor deve se comunicar com o cliente
O GAD vai perguntar o que estiver faltando — mas quanto mais contexto você trouxer, mais rápido e preciso é o resultado.
Para migrar um fluxo existente:
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O JSON do fluxo — exporte o fluxo do Eddie/Typebot e cole na conversa
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Contexto adicional — regras de negócio que não estão explícitas no fluxo
O que o GAD não faz
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Não modifica agentes existentes — ele cria novos. Para editar, use o OAP diretamente
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Não cria APIs — ele cria tools que chamam APIs, mas a API precisa já existir
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Não configura base de conhecimento — o GAD monta a stack agêntica, mas conteúdos da base de conhecimento são configurados separadamente
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Não garante que a API funciona — ele configura a tool com os dados que você forneceu. Se o endpoint estiver errado ou offline, a tool vai falhar
Se algo der errado durante a criação
O GAD executa as fases em ordem: spec → tools → agentes. Se uma fase falhar:
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O GAD não retenta automaticamente para evitar criar componentes duplicados
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Ele informa o erro e pede para você iniciar uma nova conversa para tentar novamente
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Os componentes que foram criados com sucesso antes da falha permanecem — você pode visualizá-los e removê-los manualmente no OAP se necessário
Boas práticas
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Seja específico com as APIs — informe endpoints completos, headers de autenticação, e formato dos parâmetros. O GAD não inventa dados de API
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Descreva cenários reais — em vez de "trate erros", diga "quando o pedido não for encontrado, peça o número novamente e explique o formato correto (#XXXXXX)"
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Um fluxo por conversa — cada conversa com o GAD deve criar um fluxo completo. Não misture múltiplos fluxos na mesma conversa
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Revise antes de publicar — após o GAD criar os componentes, abra cada agente no OAP e revise os prompts, descriptions e tools vinculadas
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Teste no Playground — antes de colocar em produção, teste o fluxo completo com cenários reais