Principal Primeiros passos Como criar agentes com linguagem natural (AI Companion)

Como criar agentes com linguagem natural (AI Companion)

Última atualização em May 21, 2026

Quando usar

  • Você quer criar agentes do zero sem configurar tudo manualmente

  • Você quer migrar um fluxo Eddie/Typebot existente para Agêntica

  • Você prefere descrever em linguagem natural o que precisa em vez de configurar campos


Pré-requisitos

  • Acesso à plataforma ClaudIA Agêntica

  • (Para migração) Um fluxo Eddie/Typebot já existente no seu workspace (o Companion lista automaticamente)

  • (Recomendado) Dados das APIs prontos: URL, método, headers, parâmetros


Sobre este artigo

O AI Companion é um sistema de "agentes que criam agentes". Em vez de configurar manualmente cada Sub-agente, cada tool e cada Supervisor, você descreve em linguagem natural o que precisa — e o Companion cria toda a estrutura agêntica para você.

Você acessa pela tela de agentes:

  • Cloud Chat:

  • OAP:


O que o Companion cria

Componente O que é Exemplo
Tools Ferramentas que chamam APIs externas Tool que consulta status de pedido via GET
Sub-agentes Especialistas com prompt, tools e lógica Agente de rastreamento de pedidos
Supervisor Orquestrador que roteia e formata respostas Supervisor com tom amigável e informal

Ao final, você tem um fluxo agêntico completo e funcional — pronto para testar.


Como funciona o processo

Fase 1 — Levantamento de requisitos

O Companion conduz uma conversa para entender:

  • APIs — endpoints, métodos, headers, parâmetros

  • Cenários — sucesso, erro, exceções

  • Tom de voz do atendimento

  • Quando escalar para humano

Nessa etapa não passe API tokens reais. Use placeholders genéricos (ex: TOKEN_API_KEY) e edite o valor verdadeiro depois, direto na tela de Ferramentas.

Fase 2 — Criação das tools

Com base na spec, o Companion cria automaticamente as tools — URL, método, headers e parâmetros.

Fase 3 — Criação dos agentes e Supervisor

O Companion cria os Sub-agentes com prompts, vincula as tools e monta o Supervisor.


Acompanhando a análise

Análises do Companion — principalmente as do migrador de fluxos — podem levar alguns minutos. Pra você não ficar no escuro durante esse tempo:

  • Durante o processamento, um indicador inline mostra a etapa atual e o tempo decorrido (ex: "Etapa 3 · 2:14")

  • A sessão fica salva no navegador por até 24h — pode recarregar a página, fechar a aba ou voltar mais tarde que continua do mesmo ponto

  • Se você abrir o AI Companion em outra aba, a conversa sincroniza automaticamente

  • Se o stream for interrompido (queda de rede, reload), a mensagem incompleta aparece marcada visualmente — você sabe que aquela linha ficou pela metade

  • Botão "Start over" disponível pra descartar a sessão atual e recomeçar do zero quando quiser


Dois modos de uso

Ao abrir o AI Companion, aparece um modal de início com duas opções:

Criar do zero

Você descreve o que precisa e o Companion levanta os requisitos. Use quando não tem fluxo existente.

Migrar um fluxo Eddie/Typebot

Você seleciona um Eddie/Typebot da lista do seu workspace (o Companion lista automaticamente). O JSON do fluxo é carregado e o Companion analisa a estrutura:

  • Webhooks viram tools

  • Condicionais viram cenários

  • Mensagens viram tom de voz

Use quando quer modernizar um fluxo que já existe.

A escolha do modo (criar do zero ou migrar) também aparece quando você clica em Start over no meio de uma conversa — você não cai mais num confirm dialog, mas no mesmo modal de início.


O que você precisa fornecer

Para criar do zero

  • Dados das APIs — URL, método HTTP, headers, parâmetros, campos relevantes

  • Cenários de atendimento — pedido encontrado, em atraso, dados inválidos etc.

  • Regras de escalação — quando transferir para humano

  • Tom de voz — como o Supervisor deve se comunicar

O Companion vai perguntar o que estiver faltando — mas quanto mais contexto, mais rápido e preciso o resultado.

Para migrar um fluxo existente

  • Eddie selecionado — escolhido na lista do workspace dentro do modal de início

  • Contexto adicional — regras de negócio que não estão explícitas no fluxo


O que o Companion não faz

  • Não modifica agentes existentes — ele cria novos. Para editar, use o OAP

  • Não cria APIs — ele cria tools que chamam APIs (a API precisa existir)

  • Não configura base de conhecimento — Companion monta a stack agêntica; conteúdos da base são configurados separadamente

  • Não garante que a API funciona — se o endpoint estiver errado/offline, a tool falha


Se algo der errado

O Companion executa em ordem: spec → tools → agentes. Se uma fase falhar:

  • Não retenta automaticamente (evita duplicação)

  • Informa o erro e pede para iniciar nova conversa

  • Componentes criados com sucesso antes da falha permanecem — você pode visualizá-los/removê-los manualmente no OAP


Boas práticas

  • Seja específico com APIs — endpoints completos, headers, formato de parâmetros

  • Descreva cenários reais — em vez de "trate erros", diga "quando o pedido não for encontrado, peça novamente e explique o formato (#XXXXXX)"

  • Um fluxo por conversa — não misture múltiplos fluxos na mesma conversa

  • Revise antes de publicar — abra cada agente no OAP e revise prompts, descriptions e tools

  • Teste no Playground — antes de produção, teste com cenários reais


Observações