Principal Primeiros passos Get Agentic Done (GAD) — criando agentes com linguagem natural

Get Agentic Done (GAD) — criando agentes com linguagem natural

Última atualização em Apr 10, 2026

O que é o GAD

O GAD (Get Agentic Done) é um sistema de "agentes que criam agentes". Em vez de configurar manualmente cada sub-agente, cada tool e cada supervisor, você descreve em linguagem natural o que precisa — e o GAD cria toda a estrutura agêntica para você.

Na prática: você conversa com o GAD explicando o que o seu atendimento precisa fazer, e ele constrói os componentes automaticamente na plataforma.

Você acessa pela tela de agentes.

O que o GAD cria

O GAD produz três tipos de componentes:

Componente O que é Exemplo
Tools Ferramentas que chamam APIs externas Tool que consulta status de pedido via GET
Sub-agentes Especialistas com prompt, tools e lógica Agente de rastreamento de pedidos
Supervisor Orquestrador que roteia e formata respostas Supervisor com tom amigável e informal

Ao final do processo, você tem um fluxo agêntico completo e funcional — pronto para testar.

Como funciona o processo

O GAD opera em fases sequenciais e automáticas:

Fase 1 — Levantamento de requisitos

O GAD conduz uma conversa com você para entender:

  • Quais APIs o fluxo precisa acessar (endpoints, métodos, headers, parâmetros)

  • Quais cenários o agente precisa tratar (sucesso, erro, exceções)

  • Qual o tom de voz do atendimento

  • Quando escalar para humano

OBS: nessa etapa você não deve passas API tokens etc, passe nomes genéricos como TOKEN_API_KEY e depois vá nas tools e coloque os valores corretos.

Ao final, o GAD gera uma especificação (spec) — um documento estruturado com tudo que será criado (normalmente ela nem expõe isso a você).

Fase 2 — Criação das tools

Com base na spec, o GAD cria automaticamente as tools (nosso sistema de ferramentas). Cada tool é configurada com a URL, método, headers e parâmetros que você informou.

Fase 3 — Criação dos agentes e supervisor

O GAD cria os sub-agentes com seus prompts, vincula as tools criadas, e monta o supervisor que vai orquestrar o fluxo.

Dois modos de uso

Criar do zero — Você descreve o que precisa e o GAD levanta os requisitos conversando com você. Use quando não tem um fluxo existente.

Migrar um fluxo Eddie/Typebot — Você cola o JSON de um fluxo Eddie existente, e o GAD analisa a estrutura (webhooks viram tools, condicionais viram cenários, mensagens viram tom de voz) e converte para a arquitetura agêntica (se precisar de mais informação, vai te pedir no chat). Use quando quer modernizar um fluxo que já existe.

O que você precisa fornecer

Para criar um fluxo do zero, tenha em mãos:

  • Dados das APIs — URL do endpoint, método HTTP (GET/POST), headers de autenticação, parâmetros de entrada e quais campos da resposta importam

  • Cenários de atendimento — o que o agente faz em cada situação (pedido encontrado, pedido em atraso, dados inválidos, etc.)

  • Regras de escalação — quando o atendimento deve ser transferido para um humano

  • Tom de voz — como o supervisor deve se comunicar com o cliente

O GAD vai perguntar o que estiver faltando — mas quanto mais contexto você trouxer, mais rápido e preciso é o resultado.

Para migrar um fluxo existente:

  • O JSON do fluxo — exporte o fluxo do Eddie/Typebot e cole na conversa

  • Contexto adicional — regras de negócio que não estão explícitas no fluxo

O que o GAD não faz

  • Não modifica agentes existentes — ele cria novos. Para editar, use o OAP diretamente

  • Não cria APIs — ele cria tools que chamam APIs, mas a API precisa já existir

  • Não configura base de conhecimento — o GAD monta a stack agêntica, mas conteúdos da base de conhecimento são configurados separadamente

  • Não garante que a API funciona — ele configura a tool com os dados que você forneceu. Se o endpoint estiver errado ou offline, a tool vai falhar

Se algo der errado durante a criação

O GAD executa as fases em ordem: spec → tools → agentes. Se uma fase falhar:

  • O GAD não retenta automaticamente para evitar criar componentes duplicados

  • Ele informa o erro e pede para você iniciar uma nova conversa para tentar novamente

  • Os componentes que foram criados com sucesso antes da falha permanecem — você pode visualizá-los e removê-los manualmente no OAP se necessário

Boas práticas

  • Seja específico com as APIs — informe endpoints completos, headers de autenticação, e formato dos parâmetros. O GAD não inventa dados de API

  • Descreva cenários reais — em vez de "trate erros", diga "quando o pedido não for encontrado, peça o número novamente e explique o formato correto (#XXXXXX)"

  • Um fluxo por conversa — cada conversa com o GAD deve criar um fluxo completo. Não misture múltiplos fluxos na mesma conversa

  • Revise antes de publicar — após o GAD criar os componentes, abra cada agente no OAP e revise os prompts, descriptions e tools vinculadas

  • Teste no Playground — antes de colocar em produção, teste o fluxo completo com cenários reais